Otoplastia

Otoplastia

A “orelha em abano” é uma alteração morfológica que dá ao paciente um forte estigma. A cirurgia é tecnicamente simples, mas a sua reconstrução complexa. Não basta “grudar” a orelha na cabeça. Deve ser feita objetivando um resultado natural e definitivo. A idade recomendada para realizar a cirurgia é a partir dos 7 anos de idade, época que coincide com o período pré-escolar, nessa fase começam os problemas de ordem social e psicológica. Dependendo do caso a cirurgia poderá ser feita aos 5 anos de idade, respaldada pela literatura médica especializada.

A orelha de abano é a malformação mais comum do pavilhão auricular. Caracteriza-se pela rotação anterior da orelha, ou seja, o afastamento da orelha em relação ao crânio, frequentemente acompanhado pelo apagamento das dobras ou saliências internas. Esta condição pode ser hereditária e variar em grau de severidade. As alterações tornam as orelhas mais evidentes e aparentam ser maiores do que realmente são, causando desconforto em adultos e, especialmente, em crianças e jovens. Isso também pode gerar ansiedade e preocupação nos pais. A correção das orelhas de abano, conhecida como otoplastia, tem como objetivo reduzir a projeção das orelhas em relação ao crânio (rotacionando-as para trás) e melhorar a definição dos relevos internos, criando dobras e saliências mais naturais.

 

As orelhas de abano, como são chamadas popularmente as orelhas proeminentes que possuem um maior ângulo em relação à cabeça

Por ficarem mais afastadas da cabeça, as orelhas de abano atrapalham o contorno facial e causam um desconforto psicossocial nas crianças, podendo comprometer seu desenvolvimento social e escolar. O problema é comum e ocorre em cerca de 5% das crianças, devido a fator genético, sendo normal a ocorrência em vários membros da mesma família.

Dúvidas frequentes

Quem pode fazer otoplastia?

A cirurgia pode ser feita em crianças a partir dos 6 anos, quando as orelhas já estão quase totalmente formadas, e também em adolescentes e adultos. É indicada para quem apresenta orelhas muito projetadas, assimétricas ou deformadas por traumas.

Não. A otoplastia não interfere na audição, pois atua apenas na parte externa da orelha (cartilagem e pele), sem afetar o ouvido interno ou o canal auditivo. O foco é exclusivamente estético.

O procedimento é geralmente simples e rápido. O cirurgião faz pequenas incisões atrás das orelhas para remodelar a cartilagem e reposicionar as orelhas de forma mais próxima à cabeça. É realizada com anestesia local com sedação em adultos, e geralmente geral em crianças.

Após a cirurgia, o paciente usa uma faixa elástica ao redor da cabeça por alguns dias para proteger e manter as orelhas na nova posição. É comum um leve inchaço e sensibilidade nos primeiros dias, mas a recuperação é rápida. A maioria das pessoas retorna às atividades em cerca de uma semana.

Não. As incisões são feitas atrás das orelhas, em uma região naturalmente escondida, e as cicatrizes ficam praticamente imperceptíveis com o tempo.

Sim. Os resultados da otoplastia são duradouros e normalmente permanentes, já que a cartilagem é remodelada e mantida na nova posição. Em raros casos, pode ser necessário um retoque leve para aperfeiçoar a simetria.

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A visão moderna da cirurgia plástica respeita a individualidade do paciente, suas necessidades, buscando um resultado eficiente,
mas sutil, sem que haja o estigma de ter se operado. Com um vasto arsenal técnico, realizamos desde procedimentos de alta tecnologia
e complexidade até os mais simples feitos em consultório; permitindo escolher a melhor opção para cada paciente, dependendo da faixa
etária, necessidades próprias e vontade de cada um.